No segundo encontro, a história foi outra. Thodi já demonstrou muito mais obediência ao treinador, o que muito nos alegrou. Chegado o momento em que deveríamos treinar a caminhada, ele se comportou muito bem com meu marido. Tudo dentro do esperado. Ele exercitando sua liderança e o Thodi se esforçando em obedecer. Eis que chega minha vez.
De cara o Thodi já se agitou, afinal era a chance de se rebelar. Ficou claro para todos ao longo do tempo que ficamos lá, que comigo ele mudava completamente e a explicação é simples: eu não consegui impor liderança. Tudo o que não fez com o professor e o dono, tentou fazer comigo. Comecei a ficar nervosa pois a intensão é sempre fazer o melhor.
Ao perceber minha aflição, o adestrador começou a me orientar como proceder. Desde a forma correta de dar o tranco na guia até minha postura e energia aplicada à ação. Apesar de eu saber tudo o que devo fazer na teoria, pois leio a respeito, pesquiso sobre o assunto, assisto Cesar Millan, enfim, passar à prática foi realmente complicado e Thodi percebia minha insegurança.
O que me surpreendeu positivamente foi o empenho do adestrador em fazer com que a coisa toda funcionasse comigo. Quando percebia que uma orientação estava sendo executada com dificuldade, sugeria outra técnica para que eu tivesse a oportunidade de ir me adaptando e controlando as reações do Thodi da melhor maneira.
Um exemplo disso foi a idéia de eu passear com os cães dele para verificarmos se o excesso de zelo que tenho com o Thodi se repetiria com um cachorro estranho. Primeiro caminhei com o Drako, um pastor alemão treinado para cão de guarda e com temperamento intermediário. Foi legal, mas eu ainda não me sentia totalmente no controle e tinha pena de treinar trancos sem ele merecer… viu?! Depois peguei a Lin, da mesma raça, mas com temperamento submisso. Com ela, é só na conversa e carinhos, o que muda totalmente a abordagem. Foi só com ela que me senti mais segura, já que ela é bastante medrosa e não “ousa” se agitar.
Saí de lá me auto-analisando de cima à baixo. Como pode uma pessoa que é líder no dia-a-dia, nas relações com outras pessoas, não conseguir agir da mesma forma com seu cão? Bora mudar isso!